domingo, 22 de fevereiro de 2015

SOBRE O SINDEDUCAÇÃO E A NOTA VEICULADA NO JORNAL PEQUENO

No último  dia 15,  fomos surpreendidos com uma nota na qual um jornalista do JP fazia denuncias sobre a compras de abadás e a não devolução do dinheiro aos professores(as), que adquiriram as vestimentas para o baile de carnaval promovido pelo Sindeducação.
No nosso entendimento, se houve usurpação da categoria, os culpados precisam ser responsabilizados, inclusive, se for o caso, criminalmente. Mas o jornal vai além, e fala sobre uma possível intervenção judicial no sindicato após o período carnavalesco.
Sabemos que assim como nós da CSP Conlutas, muitos(as) professores(as) têm total desacordo com a maneira como nossa entidade tem sido conduzida, uns até batem palmas a uma suposta intervenção judicial. Mas as perguntas que se impõem neste momento são: De que lado está a justiça? E a imprensa marrom, da qual hoje o Jornal Pequeno, vergonhosamente, é um fiel representante? Ou esquece-se que em nossa última greve esse jornaleco foi um dos nossos principiais detratores?

 
Quanto a justiça, qualquer ser humano minimamente inteligente, saberá que ela nunca advoga em favor dos trabalhadores. É ela quem decreta nossas greves ilegais, arbitrando multas altíssimas aos trabalhadores, enquanto fecha os olhos às arbitrariedades dos governos. Ou porque será que até o presente momento, nunca a lei do piso foi cumprida? Ou por que os TACs fruto da última greve nunca foram executados? Será por que nenhum governante foi pra cadeia por descumprir a legislação? Só pra ficar nesses exemplos.
Aliás, se o nosso sindicato se encontra nessas condições, a culpa é única e exclusiva da dita justiça, ou não foi ela quem ajudou a atual direção a dar o golpe na categoria nas eleições de 2012?
Nesse sentido, conclamamos toda a categoria a ficar vigilante. A justiça não deve intervir em nossa entidade. Precisamos convocar a assembleia estat
uinte o mais rápido possível, chamar novas eleições e formar uma direção eleita democraticamente que esteja a altura dos desafios que estão colocados.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

GREVE DO SINDEDUCAÇÃO: Quem são os jornalistas que atacam a greve dos professores do município de São Luís?


* Hertz Dias
Às vezes é preciso apalpar o crânio de alguns jornalistas para saber se de fato existe massa cefálica em suas cabeças. Esse é o caso de alguns profissionais dessa área que atuam no Jornal Pequeno e de alguns blogueiros financiados pela prefeitura de São Luís que, diante do crescimento da greve do SINDEDUCAÇÃO, se lançam a ataques irracionais contra a categoria de professores do município de São Luís. 


Enquanto a Copa do Mundo e o período de férias ofuscavam a greve, esses jornalistas sequer escreviam notinhas de rodapé sobre a mesma. Mas, depois da realização da Marcha em Defesa da Educação Pública que contou com mais de 2.500 participantes entre professores, pais e mães de alunos; depois das assembleias e plenárias lotadas e das panfletagens nos bairros de periferia e nos terminais de integração, os ataques sucederam-se, tendo o Jornal Pequeno assumido o seu posto de timoneiro. Sem medir palavras taxam desrespeitosamente os professores em greve de “massa de manobra”. 

O debate, a crítica política e diversidade de opiniões são de suma importância em qualquer movimento grevista e o nosso não tem telhado de vidro. Mas, o que chama a atenção desses senhores é o nível de mediocridade e a falta de imparcialidade política na cobertura da greve do SINDEDUCAÇÃO. Quando falamos de imparcialidade não queremos dizer neutralidade política, algo que não existe em sociedades divididas em classes sociais. A imparcialidade, porém, advém de um critério científico e não político. 
Todos nós sabemos que o Jornal Pequeno há muito tempo se transformou em um apêndice da política do prefeito Edvaldo Holanda Jr e do PC do B, assim como o jornal O Estado do Maranhão serve aos interesses da família Sarney. Porém, publicar matérias com argumentos fantasiosos para blindar o prefeito é no mínimo querer atribuir aos leitores o mesmo nível de acefalia política que têm seus jornalistas. Mas, há sim explicação cientifica e política para esse tipo de postura. 
A base psicológica desse tipo de indivíduo decorre do seu complexo de inferioridade e da impotência que sentem em lutar contra as injustiças. Enquanto os professores enfrentam os diretores de suas escolas, a aristocracia da SEMED e o prefeito para melhorar suas condições laborais e salariais, o jornalista medíocre e pequeno-burguês prefere bajular seus patrões para obter dividendos salariais, por isso rechaça luta e criminaliza os que lutam.
Por não ter ultrapassado a fase infantil do conhecimento cientifico esse tipo de profissional deduz que a vitória da nossa greve implicará em menos dinheiro para o seu jornal, sendo a recíproca também verdadeira. O raciocínio desse tipo de individuo está nos olhos, MEIO BILHÃO DE REAIS, e não na realidade concreta da educação pública do município de São Luís. É sempre bom lembrar que cabos eleitorais pagos não ficam apenas segurando bandeiras nas rotatórias, eles também se escondem por trás das escrivaninhas climatizadas dos jornais de grande circulação. 
É dessa resignação irritante que nasce um jornalismo abstrato, estéril, flutuante, sem qualquer base investigativa. A base política de quem tem preguiça de raciocinar é o mais puro senso comum. Se não é isso, então o que leva um jornalista em sua sã consciência a afirmar que o PSTU, partido que não aceita dinheiro de empresários e governos, está financiado o principal sindicato de funcionários públicos de São Luís? Ou mesmo a afirmação descabida de que esse mesmo sindicato teria solicitado para um vereador um caixão para fazer o enterro simbólico da gestão de Edvaldo Holanda Jr.? Será que o SINDEDUCAÇÃO não tem recursos para comprar um simples caixão? Ora, de tão infantil, um argumento dessa natureza seria facilmente desmontado por qualquer adolescente do ensino fundamental. 

O Jornal Pequeno, que durante décadas pousou de “oposição” em nosso estado, se lança furiosamente contra mais de sete mil funcionários públicos do município de São Luís para blindar um prefeito incompetente e um partido degenerado que se especializou em atacar os trabalhadores, falamos do PCdoB que foi o principal cabo eleitoral de Edvaldo Holanda Jr. e que, por isso mesmo, controla a pasta da educação. 
Quantas matérias esse jornal publicou relatando as nossas movimentações nesses 75 dias de greve? Quantas escolas caindo aos pedaços foram registradas por seus fotógrafos? Quantos professores, dirigentes sindicais ou do Comando de Greve foram entrevistados por seus jornalistas? Quantas vezes noticiaram que mais de mil funcionários cooperado ficaram 20 meses sem receber seus vencimentos? Será que não sabem que as escolas estão sem vigilantes, bebedouros, carteiras, ventiladores e pátios? O problema é que para esse jornal a realidade não serve como critério para a verdade e sim o mundo fantasioso que a prefeitura de São Luís impõe que divulguem! 
Sem nunca ter visitado às escolas julgam-se no direito de afirmar que 80% delas estão funcionando normalmente (sic!). Mesmo sem greve isso não seria possível, já que a maioria das escolas não tem condições de funcionar normalmente. Nem os diários de classe, que é o básico do básico para que uma escola funcione minimamente, nunca existiu na gestão de Edvaldo Holanda Jr!
O Jornal Pequeno e os blogueiros de plantão não têm coragem de discutir com a população o documento assinado pela própria prefeitura em que afirmam textualmente que a prioridade para 2014 é pagar a dívida de 580 milhões de reais deixada pelo ex-prefeito João Castelo (PSDB), em detrimento do respeito à Lei do Piso, do FUNDEB e das reformas das escolas. Será que a verba da Educação (cerca de 530 milhões) vai servir para esse fim? João Castelo, que deveria está preso e com seus bens confiscados, é candidato a deputado federal em aliança com Flávio Dino (PC do B). Será que isso significa alguma coisa para esses jornalistas? Da forma como se comportam, não conseguem se diferenciar em nada do monolítico jornalismo controlado pela caquética oligarquia Sarney. 
Apesar disso, queria deixar um desafio público a esses senhores. Visitem a agenda de greve da categoria no site do SINDEDUCAÇÃO e tenham a hombridade de abandonar suas escrivaninhas por algumas horas e aparecer em nossas atividades para cobri-las, conhecendo seus méritos e defeitos, ou então apareçam nas reuniões do Comando de Greve para que possamos travar um debate honesto sobre educação pública, pois quem sabe assim vossas calúnias possam ganhar aparência de que tem cunho investigativo. 
Quanto aos colegas professores e professoras, fica aqui nosso apelo para se manterem firmes na greve. Esses ataques expressam o desespero dos grupos que gravitam em torno da gestão Holandinha e que querem de qualquer forma desviar os recursos da educação para outros fins, já que não conseguem explicar para onde está indo o montante de MEIO BILHÃO DE REAIS. Essa é a greve mais forte e mais importante da categoria. Eu nunca participei de uma greve com um Comando de Base tão dinâmico e unitário como esse que se formou no SINDEDUCAÇÃO, no que pese os problemas que a direção do sindicato tem que resolver urgentemente. Esse Comando construiu as possibilidades reais para uma vitória histórica da categoria, mas tudo isso depende, fundamentalmente, do compromisso político que cada um de nós deve assumir nesse momento.

*Hertz Dias é professor da Educação Básica do Maranhão, Militante da CSP-Conlutas e membro da Executiva Nacional da Secretaria de Negros e Negras do PSTU.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Assembleia do SINDEDUCAÇÃO reafirma greve, emociona os professores e coloca o PC do B e o PTC contra a parede

“Limpe as calhas enquanto o tempo está firme.”

(provérbio chinês)
 A tática adotada pelo prefeito Edvaldo Holanda Jr (PTC) e do secretário de Educação Geraldo Castro (PCdoB)- esperar o início das férias para enfraquecer a greve- foi duramente golpeada na manhã de ontem com a realização de uma assembléia com cerca de mil professores na Praça Nauro Machado, Praia Grande. A greve dos trabalhadores da educação do município de São Luís foi mantida por unanimidade.  
 Logo em seguida a multidão cercou a câmara de vereadores onde ficou por cerca de 20 minutos entoando palavras de ordem como “Holandinha que papelão/ aumenta a passagem e detona a educação”. Na sequência os mesmos seguiram em caminhada até a prefeitura de São Luís onde encerram o belíssimo ato.
Os professores estavam emocionados com o resultado da assembléia e muito indignados com a posição do prefeito, do secretário de educação e dos vereadores que querem aprovar o vergonhoso reajuste de 3%.  Para isso apostavam no esvaziamento da assembléia, mas deram com os burros n’águas.
Chega de hipocrisia! Se o PCdoB desejar, a greve pode terminar com a pauta da categoria atendidas.

A CSP Conlutas atribui completa responsabilidade pela greve do SINDEDUCAÇÃO ao PCdoB.  Para nós é no mínimo hipocrisia escutar seus vereadores (Professor Lisboa e Rose Sales) e militantes “vomitando” solidariedade á categoria, quando todos nós sabemos que o PC do B co-dirige a prefeitura de São Luís e tem a pasta da Secretaria de Educação em suas mãos. O orçamento previsto para 2014 é de aproximadamente 600 milhões de reais, somando os recursos do FUNDEB e o mínimo dos 25% dos impostos que o município deve vincular as ações do MDE (Manutenção e Desenvolvimento da Educação), isso sem contabilizarmos outros variados programas que cobrem a maioria das demandas estruturais das escolas. O reajuste de 20% exigido pela categoria consome pouco mais de 80% dos recursos do FUNDEB, sem contar os mais de 290 milhões do MDE.
A decisão de atender a pauta de reivindicação da categoria ou simplesmente de atacar a educação pública do município de São Luís (aprofundar o sucateamento das escolas, desrespeitar a Lei do Piso, atropelar o FUNDEB e o Plano de cargos e salários da categoria) caberá exclusivamente ao PC do B. É uma decisão que virá do interior desse partido e não da vontade individual de seu secretário. 
Por isso mesmo, não dá mais para permitir que a secretaria de comunicação do SINDEDUCAÇÃO continue nas mãos de militantes do PCdoB, a exemplo do jornalista Marden Ramalho que transformou o site e o programa de rádio do sindicato num apêndice político dos parlamentares desse partido. As contribuições que os professores da CSP Conlutas, do MOPE e do MRP tem dado ao movimento são sempre omitidas.  Até o momento não há nem uma nota no site do sindicato sobre vitoriosa assembléia de ontem. 

A greve entrou num momento decisivo e está mais forte do que nunca, cabendo a direção do sindicato e ao comando de greve limpar suas calhas enquanto o tempo está a favor da categoria.

*vídeo postado pelo prof. Sidney Nogueira

domingo, 8 de junho de 2014

DEBATE SOBRE AS CONDIÇÕES DE TRABALHO MARCA A SEGUNDA SEMANA DE GREVE DOS PROFESSORES MUNICIPAIS

Na última sexta-feira (06), a greve dos professores do município deu mais um passo na organização da categoria para o fortalecimento da luta em defesa da escola pública, com a realização de um debate sobre o desmonte da educação pública e a precarização do trabalho docente.  O debate faz parte de  um conjunto de atividades de formação proposto pela setorial de educação da CSP-Conlutas Maranhão e incorporado ao calendário da greve. Temas como as políticas educacionais implementas pelos governos, a Lei do Piso, o atual Plano Nacional de Educação, que espera a sanção da presidente Dilma, a situação da mulher na educação, ainda serão abordados, visando a estabelecer com os professores e professoras uma discussão mais aprofundada sobre características e causas da destruição da escola pública.
Participaram da mesa de debate as professoras Ana Paula Martins e Elisabeth Castelo Branco e o professor Leonel Torres. As falas giraram em torno do financiamento da educação, a situação concreta de abandono em que se encontram as escolas e a necessidade de fortalecer a organização dos professores na greve e depois dela para mudar essa situação.
A professora Ana Paula alertou para a ineficiência da política de fundos (FUNDEB) para custear a educação, tendo em vista que ela não garante a alocação dos recursos necessários para garantir minimamente o funcionamento das escolas e o trabalho dos professores, bem como desresponsabiliza o governo federal de investir mais na educação pública, uma vez que quem mais contribui para o fundo são os estado e municípios. Por isso a professora destacou a importância de se defender 10% do PIB para educação pública já e denunciou que o PNE atual não garante essa bandeira e ainda permite que empresas privadas na área da educação possam receber financiamento público, escasseando ainda mais o dinheiro para melhorar as escolas e aumentar os salários dos professores. Em resumo, a professora defendeu que a situação agonizante em que se encontra a educação pública brasileira é fruto de uma política de destruição sistemática dos serviços públicos implementadas pelos sucessivos governos neoliberais, especialmente, FHC (PSDB), Lula e Dilma (PT), que retira investimento público e favorece a privatização. Dessa maneira, escolas insalubres, sem equipamentos pedagógicos, professores com salários rebaixados e sem motivação para o trabalho, alunos que nunca terão a possibilidade real de ter uma educação de qualidade é o resultado mais perverso dessa política.
A professora Elisabeth falou sobre as condições das escolas  e destacou a necessidade de os professores assinarem um documento dirigido à população e ao governo municipal em que explicitem o caos nas escolas e em que se comprometam a não mais dispor dos seus baixos salários para compra de material pedagógico que permita a realização de seu trabalho, especialmente na educação infantil, em que as professoras tem que comprar desde a folha de papel sulfite até o papel higiênico. É inadmissível que o município continue a não garantir as condições mínimas para o funcionamento das escolas.
O professor Leonel Torres destacou a manobra do governo municipal para tentar enfraquecer a greve, solicitando à justiça a sua ilegalidade, mostrando que Edvaldo Holanda (PTC) e Geraldo Castro (PCdoB) não têm nenhum respeito pela categoria e interesse de melhorar a educação da cidade. 
A greve continua e cada vez mais precisamos nos informar e qualificar  nossa intervenção para que façamos análises corretas da realidade e de quem verdadeiramente são os inimigos dos trabalhadores, bem como acertar nas táticas em defesa da educação pública e da carreira docente. 

domingo, 1 de junho de 2014

GREVE DOS PROFESSORES MUNICIPAIS CRESCE E O PREFEITO DESAPARECE


Seguindo a tendência nacional de greves e mobilizações São Luis, mesmo não fazendo parte do roteiro oficial dos jogos da Copa Mundial, se notabiliza pelo número crescente de mobilizações populares e greves de várias categorias, como comerciários, guardas municipais, policiais militares, garis, rodoviários e professores.

Neste momento, os rodoviários da capital maranhense se enfrentam com o sindicato dos empresários (SET), que alegam não poder atender as reivindicações da categoria, com o judiciário, que já multou o Sindicato em mais de cem mil reais, além da mídia de massa que de maneira cínica tentam colocar sobre os ombros dos rodoviários a responsabilidade pelo caos em que se encontra o sistema de transporte coletivo da cidade, numa tentativa rasteira de jogar a opinião pública contra os trabalhadores e isentar os verdadeiros culpados pelos transtornos que a população ludovicense enfrenta que são: os empresários e o prefeito Holanda Jr (PTC/PCdoB).
Todo apoio a luta dos trabalhadores do transporte coletivo municipal!

Outra greve que merece destaque é a dos (as) professores (as) municipais, que completa duas semanas na próxima segunda feira (2). Os educadores decidiram paralisar suas atividades por tempo indeterminado depois de terem esgotados todos os canais de negociação com o ente público. Segundo a categoria as escolas municipais não oferecem nenhuma condição de funcionamento acarretando prejuízos aos alunos e professores que têm adoecido constantemente, fato esse que tem se agravado com as fortes chuvas, pois a prefeitura não fez os devidos reparos antes do inicio do período letivo.
Além, das condições de trabalho e das reformas imediatas de todas as escolas, os educadores exigem reajuste de 20%, a garantia de 1/3 de hora atividade como preconiza a Lei Nacional do Piso e ainda eleição direta para diretor de escola, pagamento das progressões horizontais e verticais, assim como a implantação de direitos estatutários, já anteriormente negociados com a Prefeitura/SEMED, e que até o presente momento não foram cumprido.
Segundo o Comando de Greve, a paralisação continua e tem se fortalecido a cada dia com a adesão cada vez maior da categoria, que segue com o apoio irrestrito de todo a sociedade que mesmo com todos os “transtornos” causados pelas passeatas, segue apoiando as atividades com buzinaços e se mantido bastante solidária às manifestações dos docentes.

Mesmo com a greve dos rodoviários, o que a priori inviabilizaria a participação dos docentes nos atos, pois a maioria depende do transporte publico para se locomover, a realidade tem mostrado o contrario, a categoria tem lotado as praça e avenidas da capital nos diversos atos realizados. Para superar a falta de transporte, os professores tem adotado a estratégia da carona solidaria, que além de contribuir com grande número de presentes nos atos, tem fortalecido a união da categoria e a relação de solidariedade entre os trabalhadores, mostrando de forma inequívoca a todos (as) que a única forma de derrotar a política de desmonte dos serviços públicos essenciais é com a mobilização permanente da classe trabalhadora e com o enfrentamento com os governos e patrões.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

SINDICALISMO RESPONSÁVEL É RESPEITAR A BASE E LUTAR EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Seria importante que em nosso sindicato a democracia operária fosse um princípio básico, infelizmente, isso não acontece. A presidente se reveste de um discurso autoritário, conservador e reacionário de que “o sindicato precisa ser independente de partidarismo e de ideologias”, aliás, esse descabido argumento foi utilizado para que a atual direção desse um golpe na decisão de milhares de educadores na eleição de 2012, e anulasse a eleição na qual a nossa chapa 1 (Unidade para Mudar), foi vencedora. Nossa chapa era composta por trabalhadores filiados a partidos e outros ativistas independentes e foi isso que garantiu a pluralidade de ideias e permitiu o avançar nas discussões acerca das políticas que defendemos durante nossas intervenções. Fica a pergunta: Desde quando é proibido um trabalhador ser filiado a um partido político ou defender uma ideologia? Quem plantou essa ideia no seio de nossa classe foi a burguesia visando destruir a organização dos trabalhadores.

Defendemos que os sindicatos sejam independentes dos patrões e dos governos e lutamos para que os trabalhadores construam suas organizações, pois os governos e os patrões possuem seus aparelhos que por sinal são muito fortes e organizados.

Nesse contexto, merece destaque postagem sobre a 4ª rodada de negociação no site do Sindeducação na qual a presidente recomenda:
“Precisamos ser racionais na hora certa e pensar no conjunto da negociação. Não estamos apenas defendendo reajuste Salarial. Temos uma pauta sendo negociada e vamos ver o que foi garantido e o que não foi sem partidarismos ou embates políticos e ideológicos. ressalta a dirigente sindical”(grifos nossos).
Sob esse argumento de "sindicalismo responsável, racional", a presidente autocrática tem desviado o foco das discussões e conseguido aprovar pautas rebaixadas, como, por exemplo, no ano passado em que os militantes da CSP Conlutas foram impedidos de falar na Assembleia e fazer o debate com a categoria e dessa forma a presidente conseguiu, de maneira capciosa, “empurrar” o reajuste rebaixado de 9,5%, quando a Lei do Piso estabelecia 20,16%. Este ano o estratagema é mais ardiloso e ousado, jogaram a isca dos 3% para tentar empurrar os ilegais 8,32% e ainda de forma parcelada. Total desrespeito!

Precisamos questionar: sindicalismo responsável é passar um ano sem fazer assembleia com a categoria? É desrespeitar o estatuto da entidade e nunca ter feito prestação de contas? É nunca ter feito mobilização nas escolas? É garantir a fala de vereadores e empresários nas assembleias e atos da categoria, cerceando o direito de fala dos professores da base? Para nós sindicalismo responsável é mobilizar e envolver a base nas discussões sobre as pautas da educação pública; é promover cursos de formação política; é sentar com a base duas vezes antes de negociar com o governo; é dar sequência às decisões da base e não tentar manipulá-las. Enfim, sindicalismo responsável é lutar pelos interesses dos professores, a fim de que consigamos vitórias para o conjunto da categoria.

Sobre a independência política demagogicamente defendida pela presidente do Sindeducação, basta um olhar mais atento para visualizar a contradição: os vereadores sempre estão presentes nas atividades do Sindeducação, nas festas doam os prêmios e pagam as bandas (quem paga a banda...), participam de nossas Assembleias com direito garantido de voz. E aí? Que independência é essa pregada pela direção do Sindeducação? Ah sim! Independência dos militantes e dos trabalhadores que defendem os interesses dos educadores e denunciam a relação orgânica da direção com os prefeitos e parlamentares de plantão. Esses parlamentares não tem partido? Que interesses defendem? Claro que não são os dos educadores, se assim fosse não precisaríamos fazer greve todo ano para que nossos direitos fossem garantidos.

Nesse momento, em que ocorre um recrudescimento da violência do aparato governamental contra os trabalhadores é preciso tomar “partido”, escolher um lado, pois não existe neutralidade, ser neutro significa fortalecer o lado mais forte, ou seja, o lado do opressor. Nosso papel é nos colocarmos ao lado da classe trabalhadora. Nesse sentido, a greve é um importante elemento de educação dos trabalhadores, pois demonstra de forma irrefutável que os governos, o legislativo, os empresários, a polícia, a justiça e todo o aparato do estado burguês defendem interesses que não são os da nossa classe.
Quando a presidente diz precisamos ser racionais, ela quer dizer: ”Vocês devem dar os anéis para não perder os dedos” ou pior, “deixem de lutar, aceitem as migalhas que a prefeitura joga, porque vocês não merecem respeito”.

Em 2008, foi criada a Lei do Piso (Lei 11.738/08) para garantir nossa valorização, mas os governantes têm descumprida essa lei sistematicamente. Neste ano o percentual de reajuste do Piso é de 19% e o governo Edvaldo Holanda já acenou com 3% e agora tenta enfiar goela a baixo 8,32%, e ainda por cima parcelado. Nossa resposta deve ser um sonoro NÃO a essa proposta, Somos professoras e professores, profissionais de nível superior, merecemos respeito. Estamos num momento favorável para negociar com o governo municipal, que está politicamente frágil, temos a possibilidade real de sair dessa negociação com o reajuste de 19% e ganharmos força para arrancar outras vitórias, como os retroativos das progressões e a garantia de 1/3 de hora atividade, com autonomia para decidir onde realizá-lo e sem o aumento de alunos por sala de aula. 

Temos pautas ainda mais importantes e complexas como a reestruturação da nossa carreira e a reestruturação das escolas para que se garanta as condições mínimas de realização do nosso trabalho, porém, não podemos desprezar a questão do percentual de reajuste, pois defendendo 19%, estamos forçando o executivo a respeitar a Lei do Piso e garantindo uma vitória que alcança a todos os professores da rede; isso não é menor, pois é a questão salarial que nos obriga a ter duas ou três matrículas. O preço dos alimentos, do vestuário, da gasolina só aumenta, somos obrigados a colocar nossos filhos em escolas particulares e a pagar planos de saúde caríssimos, porque os serviços públicos não funcionam, isso tudo sai dos nossos baixos salários. Não podemos perder nossa dignidade e saúde, precisamos lutar.

Aqui fica uma reflexão: Quem é a maioria? Dirigentes sindicais burocratas que recebem as benesses dos governos e dos patrões ou os trabalhadores que sofrem com as condições precárias de trabalho, arrocho salarial e traições das direções pelegas? É uma pergunta retórica, a resposta é categórica: OS(AS) TRABALHADORES(AS). Várias categorias neste ano já deram demonstração de como ter suas reivindicações atendidas, a exemplo da vitória dos garis do Rio de Janeiro em pleno carnaval e agora os rodoviários também do Rio que estão travando uma heroica luta contra os patrões, os governos, a justiça e também contra a direção traidora do seu sindicato que igual á do Sindeducação, utiliza-se do mesmo argumento de que a greve tem motivação política. E qual movimento não é político? Todo apoio aos rodoviários do Rio de Janeiro em greve!
Somos numericamente superiores, mas nossa debilidade organizacional e teórica tem nos imprimido uma série de derrotas. É necessário avançarmos na mobilização, na organização e na construção de estratégias para alcançarmos a vitória. É isso que os militantes da CSP Conlutas propõem como estratégia: mobilizar as massas, discutir política de maneira consequente e avançar na consciência para chegarmos à vitória. 
Então companheiros (as), acreditemos em nossas forças:

“SOMOS A MAIORIA! SEMPRE FOMOS A MAIORIA! VENCEREMOS!”

sexta-feira, 9 de maio de 2014

SEM REAJUSTE SALARIAL DIGNO, O CAMINHO É A GREVE!

AS PAUTAS DE 2013 FORAM ATENDIDAS?

Em 2013, o reajuste do Piso dos professores foi de 9,5%; das pautas acordadas naquele ano, poucas foram atendidas. Basta fazer uma enquete em nosso próprio local de trabalho para chegar à conclusão de que a tão propagandeada regularização funcional, concessão de progressões horizontais e verticais, a concessão de difícil acesso e de titulação ocorreram, provavelmente, por meio de sorteio, pois uns professores foram contemplados e outros esperam até hoje. Isso sem falar do retroativo devido aos servidores pelo não cumprimento desses direitos. Basta também obervarmos nossos locais de trabalho para perceber que nada ou muito pouco foi feito no sentido de tornar as escolas locais dignos de serem chamados de escolas. Continuamos trabalhando em locais insalubres, salas quentes, banheiros destruídos, muitas vezes sem refeitório, sem água, sem biblioteca, sem laboratório de informática, sem material didático. Enfim, sem as mínimas condições para que possamos realizar nosso trabalho de maneira satisfatória.

O PROBLEMA DO 1/3 HORA ATIVIDADE E A REESTRUTURAÇÃO DA JORNADA

A garantia de 1/3 de hora-atividade é outra batalha sem fim. Muitos professores da rede ainda não gozam desse direito. Em muitas escolas a saída encontrada pela SEMED tem sido a superlotação das salas. Se antes já tínhamos 40 alunos numa turma de 4º ano, por exemplo, hoje temos de 50 a 60 alunos. Um completo absurdo!
Outra forma escamotear o problema foi a realização de um seletivo para contratação de professores instituindo jornadas de trabalho que não existem no nosso plano de carreira (30 horas para professores de 1º ao 5º ano e 24 horas par professores do 6º ao 9º ano), isto é, aumentou as jornadas de trabalho desses profissionais, rebaixando seus salários. Ministério Público e direção do Sindeducação ficaram calados, em nenhum momento questionaram esse retrocesso. Fica a pergunta, o que impede o executivo municipal de realizar um concurso público com essas jornadas de trabalho que desrespeitam nosso plano de carreira?
Outro problema gravíssimo acerca da Reestruturação da Jornada de Trabalho é a interpretação e a defesa feita pela direção do Sindeducação. Em seu jornal distribuído na última Assembleia apontava:
“Desta forma ficou acordado que: 01-O professor com jornada de trabalho de 20 horas semanais, ou seja, 04 horas diárias, de segunda a sexta(grifo nosso), permanecerá em sala de aula 2,66hs( 02 horas e 40 minutos) por dia de trabalho. O tempo restante (01 hora e 20 minutos) deve ser preenchido com atividades extraclasse. 02- O professor com jornada de 24 horas semanais, ou seja 4,8 horas diárias (4 horas e 50 minutos), de segunda a sexta, permanecerá em sala de aula 3,2hs (3 horas e 12 minutos) por dia de trabalho. O tempo restante (01 hora e 38 minutos) deve ser preenchido com atividades extraclasse. 03- O professor com a jornada de trabalho de trabalho de 40 horas semanais deve seguir a mesma proporcionalidade das jornadas de 16, 20 e 24, dependendo do caso específico.”
Isso demonstra que a direção do sindicato tem total desconhecimento da lei 11.738/08 (Lei do Piso) ou uma intencionalidade consciente de prejudicar os professores em beneficio da Gestão Municipal.
Nesse sentido, algumas perguntas devem ser respondidas pela direção do Sindeducação:
Com quem isso ficou acordado? Onde consta na Lei do Piso que a jornada extraclasse deve ser cumprida no interior da escola?
Segundo a defesa do sindicato o(a) professor(a) deverá ser um(a) prisioneiro(a) da escola., submetido ao assédio moral de diretores reacionários. Exigimos que a direção do sindicato reveja sua posição!

AS PERSPECTIVAS PARA 2014

Passado quase um ano e meio de sua gestão e diante da realidade em que vivemos na cidade de São Luís, fica difícil alimentar ilusões de melhoria das condições da educação pública e da vida da população em geral. No ano passado, a Lei do Piso garantia um índice de reajuste do Piso de 20,16%, o prefeito Edvaldo Holanda ofereceu 9,5% e nós prontamente aceitamos. Em 2014, ele está mais ousado em sua política de desmonte da educação pública e de desmoralização dos professores, oferece-nos nada mais nada menos que 3%. Essa proposta se torna ainda mais imoral quando analisamos os repasses do FUNDEB. O repasse dos três primeiros meses de 2014 já é 37% maior que do ano de 2013, totalizando R$ 77.573.892,36. Isto é, tem dinheiro sim, por que o prefeito não quer investir na educação é que deve ser questionado, ainda mais se lembrarmos que   até agora o prefeito já liberou do orçamento público mais de 10 milhões para garantir o lucro dos empresários do transporte público.

A  TAREFA QUE ESTÁ COLOCADAS PARA OS EDUCADORES

Várias rodadas de negociação já foram realizadas pela Comissão eleita na ultima Assembleia da categoria, mas a Prefeitura/SEMED insiste em tratar os(as) educadores(as) com total desrespeito. Uma vez que oferecer 3% é dizer que os(as) educadores(as) não merecem nenhum tipo de valorização e respeito. Até na Câmara de Vereadores a Presidenta, equivocadamente, já foi pedir guarida, como pode-se ver em matéria veiculada pelo blogueiro do PCdoB/Sinproesemma e do Sindeducação. Esquece-se ela, que foi essa mesma Casa que no final de 2012, votou o reajuste rebaixado de 7,5%  para os docentes, alegando falta de dotação orçamentária, enquanto os vereadores autorreajustavam seus salários em 52,9%, um dos maiores reajuste de parlamentares do país na época. No quadriênio 2009/2012 permitiu que João Castelo(PSDB) destruísse a cidade, e agora na gestão de Edvaldo Holanda permite que o prefeito sangre os cofres públicos em favor dos empresários, enquanto a população pobre e negra da nossa cidade sofre com a total ausência de política públicas, basta olharmos para as avenidas, ruas, transportes, escolas e hospitais para percebermos a calamidade que toma conta de nossa cidade. 
As(os) professoras(es) do município de São Luis estão no caminho certo, tiveram presença marcante  nos três dias de paralisação do mês de março, puxados pela CNTE, sobretudo no dia 18  na sede do sindicato quando colocaram, sem meias palavras, os problemas que vivencia toda a rede municipal e a desvalorização da careira. Encaminharam a Assembleia do dia 11 de abril e lá defenderam o reajuste de 19% que é o que nos é de direito segundo a Lei do Piso. Deliberaram por dois dias de Paralisação de Advertência e compareceram massivamente em todas essas atividades. Todas(os) estamos de parabéns pelas lutas que temos travados. Entretanto, o prefeito  tem se mostrado insensível aos nossos problemas. Todos os canais de negociação já foram esgotados e a Prefeitura teima em não ouvir nossas reivindicações. Nesse sentido, não nos resta alternativa a não ser o enfrentamento direto com a Prefeitura, precisamos avançar na mobilização.
Nós da CSP Conlutas, ao contrário da direção do Sindeducação, não temos nenhuma confiança no Prefeito Edvaldo Jr e no seu secretariado, muito menos na reacionária Câmara de vereadores de São Luis, pois a mesma já mostrou quais interesses defende. Confiamos na força do professorado, no seu poder de mobilização e enfrentamento com os governos de plantão, já nos enfrentamos com o reacionário Castelo e o derrotamos, faremos o mesmo com Holanda Jr.
  • RESPEITO A LEI 11.738 (LEI DO PISO)!
  • NÃO AOS MÍSEROS 3%! 20% É O QUE DEFENDEMOS!
  • IMPLANTAÇÃO IMEDIATA DE 1/3 HORA-ATIVIDADE!
  • CONCESSÃO DO DIFÍCIL ACESSO!
  • DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA!
  • FIM DOS ANEXOS! REFORMA DE TODAS AS ESCOLAS!
  • ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETOR DE ESCOLA!
  • FIM DOS CONTRATOS PRECARIZADOS!
  • CONCURSO PÚBLICO JÁ!
  • 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!